Brasil dos Paralelos
Ó pátria amada de encantos e históricas misturas,
Que acolheste de além-mares tantas culturas.
Sonhos trazidos, alguns realizados, outros perdidos,
Espalhando costumes em solos desconhecidos.
Enquanto os dominantes, riquezas pilhavam,
Teu chão chorava o que daqui levavam.
Que paralelo estranho e insano,
Entre dominadores e dominados, num desengano.
Ganância e generosidade lado a lado,
A educação e a ignorância no mesmo fado.
Dialética e narrativas em eterno conflito,
Teu destino, Brasil, segue indefinido.
Do Império à República, o que de fato mudou?
E o sonho da liberdade, quem o realizou?
Tuas riquezas, serviram a ti ou a outros senhores?
Sufocados, clamamos pela mãe gentil,
Que talvez ainda durma em berço de anil.
O tempo forjou um povo varonil,
Mas só na letra, que soa sutil.
E o sonho intenso de amor e esperança, já morreu?
Invasores de almas teus valores subverteram,
E hoje, quem és tu, ó pátria que reverenciamos?
Deixaste escapar tuas mentes brilhantes,
Seduzidas por promessas mais confiantes.
Faltou-lhes esperança ou bateram à porta do desalento?
Por que não tens um Prêmio Nobel? Será desprezo interno?
Ou és terra de ninguém, sem apreço fraterno?
Ah, mas teu povo é guerreiro, resiliente,
Uma luta solitária, socos contra o presente.
Seria melhor unir as mentes dispersas,
Que juntas superariam tantas adversas?
E o penhor dessa igualdade? Por que não o resgatamos?
Braços fortes tens, mas por que não os juntamos?
Ó pátria amada, idolatrada,
Deus jamais te desamparou, nem te abandonará.
Nossa fé transcende o caos e o abismo,
E Ele sustenta teu povo em heroísmo.
Brasil, tua essência ainda pulsa, não te perderás,
Pois és a Pátria Amada, e a esperança renascerá.