Valores Invertidos
Filho:
Mãe, a droga o usuário sem dó destrói,
Por isso nos quer longe desse mal que doi.
Sua preocupação, eu sei que me constrói,
Mas estudo aqui é um sonho irreal.
Portas de escolas se fecharam leal,
Ao governo ao crime tudo ilegal.
Mãe:
Filho, veja o menino de Zé Romeu,
Não pisou em escola, nem livro leu,
Aos dezessete, carrão a vida lhe deu,
Sustenta a família com dinheiro Falaz.
O brilho fácil ilude, verdade atrás.
Por mais dura a jornada, o crime não te faz.
Filho:
Por que, mãe, se o crime tanto nos fere o peito,
O governo o protege, faltando respeito?
Proibindo a polícia e denegrindo seu preito,
Preso hoje, amanhã sol o desprende,
Ouvi o chefe dizer, rompante intransigente,
Que o tráfico é vítima de seu dependente!
Mãe:
Ah, meu filho, há governos de luz e de fraudulentos,
Protegendo bandidos, lucrando sem constrangimento
Combater o mal, é ser mal elemento,
Num teatro da moral desnudada,
Jornais comparsas, justiça na calçada,
Falam o que lhes pagam, iludindo todas as casas.
Diálogo:
Povo desinformado, aceita tudo que vê,
Que a polícia é vilã, sem um justo porquê.
Sem a força da lei, o crime cresce nas TVs,
E com ele a propina que sustenta o poder.
Pagando corruptos e mídias que desinformam sem reter,
Governam pela fraude, não pela justiça do bem querer.
Mãe:
A conta cai no ombro do cidadão,
Refém de tanta corrupção.
Mas o povo é forte, guerreiro e bravão
Crê que o momento chegará.
A bandeira da Justiça que vencerá ,
Pode tardar, mas com Deus não falhará!
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