O Ano Atípico
Cada ano que finda, em sua singularidade,
2025 foi atípico, em toda a verdade.
Trouxe duras perdas, difíceis de superar,
Mas o tempo, ao final, vai curar.
Perdemos amigos que seguiram seu caminho,
Alguns por decepção, outro dizendo, “na eternidade nos reunimos.”
Mas nisso enxergamos o laço da fraternidade,
Um poder sincero que nos traz capacidade.
Se a segurança se esvai, ficamos mais sós,
A estabilidade se foi, distante de nós.
A confiança se apaga, a paciência num pavio,
Quase perdemos a cabeça, na corredeira de um rio.
Mas se estas coisas tão humanas sumiram,
Pela fé no Eterno, de pronto restituíram.
Nossa firmeza não está nas mãos do homem,
Nem nos proventos que, se acabam, consomem.
A confiança não reside em nós que vivemos,
Nem a paciência no controle que queremos.
Tudo guardado está naquele a quem cremos,
O Mestre da Criação, a quem pertencemos.
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