Eco das Palavras
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Textos

O Silêncio da Espera

 

​Erguemos as mãos, eternos pedintes,

No vício de clamar sem nada ofertar.

"Por que o silêncio?", questionam os descrentes,

Enquanto se esquivam de agir e lutar.

 

​A terra reclama, mas logo se esconde,

Sob o manto do "politicamente correto".

Disfarça o sangue, o mal não responde,

E nega aos seus filhos o pão e o teto.

 

​"Oh, Céus! Por que Te calas agora?

Não vês a aflição que nos consome?"

Mas o vácuo do alto, na luz da aurora,

Ecoa um grito que acorda o homem:

 

​"Não intervenho onde o braço alcança,

O que te cabe, cumpre com zelo.

Pois só desperto a Minha aliança,

Quando o impossível se torna o apelo."

 

 

Comentários: A fome se espalhou pelo Sudão e deve se expandir ainda mais. Os campos de refugiados e as comunidades deslocadas no país em guerra serão atingidas de forma ainda mais dura.

Esse poema é uma reflexão sobre a autorresponsabilidade e a linha tênue entre a fé e a inércia. A ideia de que o "silêncio" de Deus é, na verdade, um chamado à ação humana. 

 

 

Por Walter Figueiredo  07 de março de 2016   

 

 

"Que alegria ter sua companhia até a última linha! Espero genuinamente que esta leitura tenha ressoado em você. Deixe seu comentário no espaço abaixo — sua reflexão é fundamental para o meu constante amadurecimento como escritor."  

 

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WALTER FIGUEIREDO
Enviado por WALTER FIGUEIREDO em 07/03/2026
Alterado em 02/09/2026
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