O Niver do Zé Boiadeiro:
Contos que Rolam no Vapor
Se as paredes daquela sauna falassem, elas não falariam, elas fariam fofoca. O ambiente ali é propício: o calor sobe, o juízo desce e as histórias brotam.
O Mistério do Bacalhau
Uma linda moça chegou de moto, com seu braço ainda em recuperação por um tombo recente, mas com pressa de quem tem o tempo contado. Não deu nem para entrar. O negócio foi ali mesmo, no degrau da escada. — Abre o zíper — pediu ela, sem rodeios. Eu só obedeci. Enfiei com todo carinho do mundo, o negócio estava quentinho com um cheirinho peculiar. — Não enfia tudo! — Disse ela. — Pode ir devagar, se estragar vai ter que pagar! — Calma, estou indo com jeito. — É... você é mais gentil que outros. Vai logo que o próximo cliente está esperando.
— Vai ser débito ou crédito? — perguntou ela, entregando a pizza de bacalhau e o refrigerante.
Pois é, rapaz... na sauna, até entrega de delivery vira roteiro de filme proibido nos primeiros cinco minutos de conversa!
O "Vovô Relâmpago" de 64 Anos
Aí veio a bomba: um grande amigo de um frequentador assíduo, aos 64 anos, descobriu que é avô de quatro. Detalhe: ele nem sabia que era pai! A conta é simples, mas a história é complexa. Festa de 18 anos, juventude à flor da pele e muita bebida. Ele saiu com uma prima da aniversariante no quarto. Na saída, deu de cara com a outra prima — aquela que o ciúme pela prima dominava sua mente — e, no embalo da "festa", topou o segundo round.
Resultado? Ambas engravidaram. Para evitar o vexame na alta sociedade da época, as famílias mandaram as moças para a outras terras. Quarenta e sete anos depois, o mistério foi revelado: ele não só tinha herdeiros, como já tinha uma linhagem completa vivendo do outro lado do mundo. A sauna, meus amigos, é o único lugar onde o passado condensa e escorre pelas paredes!
Se é vero ou não, não importa, isso faz parte da resenha. Essas e outras resenhas fazem parte do repertório da moçada do vapor.
O Dono da Festa: Zé Boiadeiro
No vapor, as resenhas são intensas, e hoje celebrarmos o aniversário de um personagem muito importante, o nosso amigo Zé Boiadeiro. O homem é uma lenda: domador de burro brabo, laçador de touro e frequentador profissional de Barretos. Dizem que ele conhece todas as "boas casas" da região, e agora já está fazendo o mapeamento estratégico da segunda geração.
Recentemente, ele subiu para o Norte e Nordeste. Oficialmente, foi "expandir horizontes". Extraoficialmente, foi garantir que o catálogo de amizades fosse atualizado em nível nacional, com visão de aos 90 garantir a essa nova geração. Zé aqui vai um alerta, muito cuidado, desse jeito serás barrado na morada eterna, e não terás mais volta, como diria o poeta “Agora Inês é morta” e isso é muito sério hein...
Brincadeiras à parte, o Zé é o nosso "Senhor dos Pães". Ninguém resiste àquele pão com patê de ervas e alho — é a única coisa melhor que as histórias dele. Ele só escorregou na escolha do time de futebol, mas como ninguém é perfeito, a gente perdoa.
Parabéns, Zé Boiadeiro! 77 anos de estrada e muita história para contar não é para qualquer um. Que o Eterno te dê saúde para continuar laçando a vida com essa alegria.
P.S.: Zé fiquei sabendo, que tem um pessoal que quer te acompanhar nas próximas andanças. Cuidado hein pode ser encrenca. Só aviso uma coisa: leva o patê de alho, porque dependendo da conversa, você nem voltam mais!
"Que alegria ter sua companhia até a última linha! Espero genuinamente que esta leitura tenha ressoado em você. Deixe seu comentário no espaço abaixo — sua reflexão é fundamental para o meu constante amadurecimento como escritor."
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