O tempo preserva o que o peito gravou
A alma enxerga o que o invisível deixou
Mãe não é apenas o colo que ficou
é o eco do amor que o tempo forjou.
Há dois maios o abraço mudou de morada,
partiu do braço para habitar o pensamento.
Hoje, a saudade é a chuva na estrada,
e o carinho dela é o que sopra no vento
Ela habita o olhar na forma que vejo o mundo,
na fibra que brota quando a alma se alcança.
Vive no eco do conselho mais profundo
e no brilho que sustenta a sua confiança.
Mãe é semente que o ciclo eterniza,
que mesmo ausente, em vida floresce.
Se o brilho findou, a alma baliza
o longo caminho de quem não a esquece.
Por Walter R. Figueiredo maio/2026
"Que alegria ter sua companhia até a última linha! Espero genuinamente que esta leitura tenha ressoado em você. Deixe seu comentário no espaço abaixo — sua reflexão é fundamental para o meu constante amadurecimento como escritor."
Se possível, compartilhe esse link com seus parentes e amigos.