O Medo
O maior medo não habita o que os olhos veem,
mas se esconde no abismo do invisível.
Pode ser farol que guia e que sustém,
ou sombra que torna a alma inacessível.
O que é sabido não nos sobressalta.
é o desconhecido que nos apavora.
A bênção é o alerta que ecoa no alto;
a maldição é quando ele nos faz recuar.
Vencer o medo é dar o passo no escuro,
é desbravar a névoa sem hesitação.
É romper a barreira do porto seguro
e recusar o conforto da omissão.
Ter medo do medo é cair no desespero,
é acorrentar o peito à própria dor.
Mas ter temor diante dele é o tempero
da prudência que distingue o sábio do trancafiado valor.
Não escolhemos a sombra que se aproxima,
ela chega sem bater, sutil e fria.
Se não a expulsamos, ela domina,
e faz da nossa alma sua moradia.
Melhor é reconhecer sua presença,
saber que a coragem é o único caminho,
pois enquanto houver jornada e existência,
outros medos virão ao nosso encontro no destino.
De Walter Figueiredo agosto de 2026.
"Que alegria ter sua companhia até a última linha! Espero genuinamente que esta leitura tenha ressoado em você. Deixe seu comentário no espaço abaixo — sua reflexão é fundamental para o meu constante amadurecimento como escritor."