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Textos

De Frente Com o Capiroto

 

Ah, que dia que mudou tudo! Toda a nossa família estava reunida à mesa, na casa do meu sogro, rindo e compartilhando histórias do dia a dia, cheios de alegria e união. De repente, o som do vizinho invadiu tudo: um rock pesado, daqueles que chamamos de “rock pauleira”, crescendo como uma tempestade até abafar nossas vozes completamente. Meu coração acelerou com o barulho ensurdecedor.

 

Então, veio o caos! Um estrondo de vidros e móveis quebrando ecoou mais alto que a música. O vizinho desesperado bateu à porta: “Meu filho perdeu o juízo! Está destruindo tudo!”. O pai, com os olhos cheios de pavor, implorou que vigiássemos a casa enquanto chamava a polícia. Saímos correndo para a rua, e uma multidão de curiosos se aglomerou. Com o coração na boca, abri o portão e entrei na cozinha. Lá estava Lúcio – nome fictício para proteger a família –, o menino que eu vi nascer, agora irreconhecível.

 

A casa era um campo de batalha: TV e computador em pedaços, cama de casal quebrada, janelas estilhaçadas, cacos de vidro e madeira por todo lado. Ele apertava uma garrafa d’água com força, os olhos flamejantes.

 

Chamei: “Lúcio!”. Uma voz rouca, como de um velho demoníaco, rugiu: “Aqui não tem nenhum Lúcio!”. Um vizinho gritou: “O capiroto montou nele!”. Um arrepio gelado subiu pela minha espinha, paralisando meu corpo. Meu Deus, era ele! O tinhoso, o enganador, o mal encarnado, tomando aquele corpo jovem. Não era mais o garoto inocente – era um monstro provocante, ameaçador, pronto para atacar. Com a garrafa na mão dele, pensei: “Fujo daqui! afinal isso não é comigo!”. Mas algo mais forte me segurou – responsabilidade, fé, destino?

 

Tentei isolá-lo dos olhares curiosos, para poupar a família de constrangimentos. “Sente-se aqui”, disse, tremendo por dentro. Ele hesitou entre os cacos, respirando como uma fera enraivecida. Meu instinto gritava: “Pica o burro!”. Peguei a garrafa da mão dele, pedi que todos saíssem. Olhei o estrago – obra de um rapaz de 16 anos com força sobre-humana! – e o pavor me invadiu: “O que ele fará comigo?”. O medo era sufocante, mas recuar? Jamais! Covardia não!

 

Naquele instante eterno, uma voz interior explodiu: “Está Escrito!”. Marcos 16:15-18 veio como um raio! “Fica tranquilo”, falei com voz firme, apesar do tremor. Os urros dele me gelaram a alma, mas uma autoridade sobrenatural me envolveu – eu me senti invencível, como diria na boca do povo “bonito no pedaço”! Orei com toda a alma: “Todo espírito do mal, saia deste corpo e desta mente, em nome de Jesus Cristo de Nazaré!”.

 

Milagre! A respiração acalmou, os olhos suavizaram. Lúcio piscou, perdido: “Fui eu que fiz isso? O que aconteceu? Cadê meu pai?”. Lágrimas escorreram, um choro de arrependimento profundo. “Você me conhece desde criança! Eu amo estas músicas, mas perco o controle... Meu pai sofre tanto por mim. O que eu faço? 

 

Conversamos com o coração aberto. Ele me levou ao quarto dos pais: uma cama tipo colonial pesadíssima, jogada contra a janela de aço que se entortou como papel! Sobrenatural, aterrorizante. Contou dos monstros noturnos que sonhava e depois desenhava – traços macabros, lembrando a sua avó. E as músicas... elas o possuíam, roubando sua alma.

 

Naquele dia, ele foi liberto! A mãe, internada em uma clínica de psiquiatria, nem sonhava.

 

Não precisei de curso ou unção especial – só a fé no que está escrito. O Eterno me encheu de coragem, me carregou nos braços. “Estudar a Bíblia é tão vital quanto respirar!” Com a Palavra, falamos com autoridade divina. Pude perceber que não é para elite religiosa – é para todo aquele que crer! (Marcos 16:17). Quantos fogem por medo ou dúvida?

 

Já ouvi de alguns líderes religiosos que para expulsar demônios não pode ser qualquer um, tem que ser alguém preparado para essa função, tem que ser pessoa dedicada e consagrada para tal incumbência, mas, lendo o livro de Marcos cap. 16.15-18 onde está escrito “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. “está bem claro que para expulsar demônios basta ter fé, ele não diz que tem que ser Pastor, Diácono, Padre ou Presbítero, basta somente crer, impor as mãos e expulsar o “bicho ruim” em o nome de Jesus somente, não tem segredo, pois está escrito. A gloria não é minha, eu fui apenas o instrumento, e toda do Eterno, o poder veio d'Ele o criador dos Céus e da Terra. O Eterno.

 

E você? Já encarou o capiroto de frente? Fugiria ou clamaria pelo nome de Jesus?

 

"Essa experiência me impulsionou a investigar mais a fundo como a música influencia a vida das pessoas. Compartilho os detalhes dessa pesquisa no link abaixo."

 

A Música Como Influência: Prazer, Perigo e Discernimento

 

Por Walter R. Figueiredo  1995

 

 

"Que alegria ter sua companhia até a última linha! Espero genuinamente que esta leitura tenha ressoado em você. Deixe seu comentário no espaço abaixo — sua reflexão é fundamental para o meu constante amadurecimento como escritor."  

 

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WALTER FIGUEIREDO
Enviado por WALTER FIGUEIREDO em 11/04/2026
Alterado em 02/09/2026
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